23 setembro 2007

VAI COMEÇAR NOVA AVENTURA



Ainda na primeira semana de outubro começaremos a nova aventura de fazer um filme média-metragem. Neste domingo revisitamos um dos locais da filmagem. A equipe sentou no local para discutir luz, posição da câmera, cor das paredes, etc. No local estavam vários moradores curiosos com a nossa presença. Um deles, senhor Pedrinho (o da esquerda da foto), 85 anos que me passou a receita da sua lengevidade. Recomenda levantar bem cedo, bater dois ovos com açúcar e despejar sobre a mistura leite fervido, de preferência ordenhado naquela hora. Garante que dá para aguentar até a uma da tarde. Mostra as mãos calejadas e machucadas como resultado da sua labuta em montar e amansar cavalos.

19 setembro 2007

COMO ESTOU ME SENTINDO


Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais a casa de alegria
Os anos se passaram enquanto eu dormia
E quem eu queria bem me esquecia
Será que eu falei o que ninguém ouvia ?
Será que eu escutei o que ninguém dizia ?
Eu não vou me adaptar, me adaptar.
Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara não é minha
Quando me toquei me achei tão estranho
A minha barba estava deste tamanho.
(TITÃS)

09 setembro 2007

FESTIVAL DE DANÇA DE ARARAQUARA - 2007




Fui autorizado fotografar os alunos(as) da Escola Municipal de Dança de Araraquara durante a apresentação no Teatro Municipal, mas como a bailarina venezuelana radicada em Nova Yorque, JULIETA VALERO se apresentou antes, fotografei-a sem autorização (que feio !!!). Até agora ninguém bronqueou. Os alunos apresentaram-se logo em seguida numa deliciosa maratona de todos os ciclos. Simplesmente emocionante e surpreendente a evolução dos alunos(as).

30 agosto 2007

SEMPRE AOS DOMINGOS




Domingo de dia seco e quente. Tentei terminar um trabalho no computador logo pela manhã. Só depois de ligada a máquina é que percebo que o arquivo que precisava ficou no local de trabalho. Comecei a ficar tenso e nervoso pois não tinha como entrar na minha sala num domingo para pegar o arquivo. Nesse momento de crise procuro refletir para chegar na melhor solução para o caso, evitando stress. Solução: Não vou poder fazer o serviço e também não vou ficar estressado por isso. Fui até o armário, peguei a máquina fotográfica e saí sem destino. O resultado está aí acima. Flores e mais flores. Fiquei realmente calmo o resto do dia. Não custa lembrar, as fotoss ampliadas são um show a parte, basta um cliquesinho sobre elas.

24 agosto 2007

ASSIM É, ASSIM FOI

Seis e meia da manhã. Levanto zonzo. Banho morno relaxante. Continuo zonzo e sonolento. Creme no rosto, faço a barba. Creme hidratante. Roupa limpa, cheirando a amaciante. Meias de algodão. Cozinha. Água fervente na chaleira. Pó de café no coador de pano. Água em circulo sobre o pó preto. Cheiro irresistível invade a cozinha. Me transporto, vou bem lá atrás no tempo. Garoto com quatro anos, cabelos em desalinho, calça curta, descalço, roupa toda amassada. Sentado diante de uma mesa de madeira grossa, rústica. O fogão a lenha está aceso. Há no ar um cheiro de curral de gado, mugido de vacas e touros. Galinhas, galos e pintinhos fazem barulho no quintal. O café começa a ser coado pela avó, uma baianinha baixinha, gordinha. Tinha a impressão que o avental deixava-a ainda mais baixa. O cheiro do café invade todo o ambiente e percorre os quartos, como se estivesse convidando todos a acordarem. O avô aparece na porta da cozinha, vindo do curral. Na mão direita um reio, usado para tanger o gado. Nos pés uma bota de cano alto, surrada e toda suja de barro e estrume. Passa por mim afagando minha cabeça. Sorri. Vai até o fogão e serve-se de café fresco com leite. A avó me traz a mistura quente de café/leite em uma caneca de alumínio. Na mão esquerda vem uma fatia grossa de pão caseiro besuntada com manteiga que ela mesmo fez. O tempo devia ter parado naquele dia.
O celular toca irritantemente. Sequer procuro saber quem é, pois tenho certeza que é problema. A dúvida fica por conta do tamanho do monstro. De qualquer forma terei que enfrentá-lo e sei que vou vencê-lo.

19 agosto 2007

RIR PARA NÃO CHORAR

Neste final de semana, participando de um encontro eu me diverti muito nos intervalos. Surgiu uma conversa sobre as bobagens que alguns prefeitos e vereadores, sobretudo aqui da região, cometem quando falam alguma coisa. Vamos a alguns exemplos. O primeiro é de Araraquara. Na Câmara Municipal estava em curso uma acalorada discussão sobre a obrigação da Prefeitura em construir outro Velório Municipal. Num determinado momento um vereador pediu a palavra para um aparte, que foi assim:
- O nobre colega me permite um aparte?
- Pois não Excelência, pode falar.
- Eu acho que estamos perdendo tempo com esta discussão, acho que os colegas deveriam fazer como fizemos lá em casa, lá nós decidimos que todos nós seremos CROMADOS. (uahuahuahuahuah)
Outro exemplo foi numa cidadezinha por aqui (este não sei se foi verdade, mas acredito que sim, visto que inteligência nesse meio é difícil). O Prefeito foi convidado para uma reunião na cidade vizinha. Lá chegando, havia uma mesa com garrafas de café. O Prefeito chega e a secretária toda educada o recebe e o convida para um cafezinho antes da reunião. Ele aceita e se serve. O café está sem açúcar e ele não o adoça. A moça muito gentil pergunta:
- O senhor é DIABÉTICO ?
- Não eu sou PREFEITO mesmo. (uahuahuahuah)

Mais um caso. O Prefeito de uma cidadezinha perdida por estes rincões vai visitar outro ali por perto. Logo ao chegar é recebido em festa pelo colega que vem ao seu encontro de braços abertos.
O visitado: Ô Excelência, como vai aquela sua ZONA ???
O visitante, encostando sua boca no ouvido do visitado: CHEGARAM UMAS MENININHAS NOVAS LINDAS !!!! (uahuahuahuah)

BRASILEIRAS E DINAMARQUESAS




Recentemente estiveram em Araraquara e região diversas crianças vindas da Dinamarca através de um intercâmbio. As crianças de lá vêm para cá e ficam hospedadas nas casas das crianças brasileiras que irão para lá. Numa das visitas onde todos se encontraram fui convidado pela minha amiga Cassia, que recebeu uma das crianças, para participar de um passeio junto a um acampamento de sem-terras. Levei, é claro, minha máquina e eis o resultado de algumas fotos feitas num casarão do local. Clique sobre a foto para vê-la grande, é mais bonito.

14 agosto 2007

ANTES QUE A REVOLTA PASSE

Todos esses dias fiquei tentando postar umas idéias e não conseguia. Hoje apressadamente o faço, mas não esperem grandes coisas, são só algumas idéias. Estive observando como a sociedade está ficando cada dia mais idiota. O termo parece forte mas é isso que penso. Tudo que sai na Globo é tido como verdade. Nunca se vendeu tanto livro de auto-ajuda. Paulo Coelho diz na Folha que foi obrigado gostar de Ingmar Bergmam, hoje ele o acha chato (bons são os livros dele). Tem "artista famoso" que não consegue pronunciar duas palavras. A televisão está com uma programação de embrulhar estômago, basta que se tenha um neurônio, pois se tiver mais que um ou morre de infarte ou se suicida. Erico Veríssimo adverte: Os médicos deveriam proibir seus pacientes de assistirem telejornais, que faz mal à saúde. Os jornais escritos estão um horror. Ficam torcendo para que aconteçam tragédias para vender seus lixos escritos com opiniões de "especialistas". Está difícil manter amizades, principalmente se você exigir que seus amigos tenham lido pelo menos um livro na vida. É isso ....... por enquanto.

05 agosto 2007

VIAGEM




Um jovem empresário, presidente de uma S.A. herdada do seu pai, levanta-se muito cedo para preparar a papelada para a Assembléia de acionista que começará às 10 horas. Ainda na rua seu celular toca várias vezes. São pessoas que o atormentam com interesses pessoais. Ele vai ficando irritado com os telefonemas, não só porque ele está ao volante do carro, mas também pelo fato de serem assuntos irritantes. Ele chega na empresa e há muitas outras ligações. Só consegue paz quando chega sua secretária que passa a atender os telefonemas. Nesse momento ele vai até a janela do escritório e "viaja" para este local aí da foto, que servirá de locação para um filme de média metragem que será (espero) rodado no mês de outubro deste ano. Aproveito também para apresentar a todos o simpático senhor Nemo, dono do local que nos recebeu com muito carinho num perdido distrito de Curupá, SP.

O VELHO E A ESPERANÇA

O velho de cabelos grisalhos e mal cuidados entrou na casa lotéria. Suas mãos estavam trêmulas, as unhas estavam sujas de terra. Vestia uma camisa toda listrada em branco e azul, bem surrada, com pequenos rasgos sob os braços. A calça marrom também demonstrava muito tempo de uso. Seus sapatos que um dia foram pretos, estavam com o couro ressecado e sem o cadarço, embora aquele modelo exigia esse apetrecho. Tirou do bolso da camisa uma tira de papel onde constava alguns números e passou a conferí-los com dificuldade numa grande folha pendurada na parede. Precisava encostar seu rosto o mais próximo possível da folha de resultado, tamanha a dificuldade de enxergar. Lentamente ele olhava para sua tirinha de papel e para a lista da parede. Número por número, impacientando os mais jovens da fila que aguardavam sua vez. Terminada a conferência, abaixou a tira de papel, ficou cabixbaixo, falou alguma coisa inaudível, caminhou lentamente para a porta. Desceu os dois degraus, jogou na sarjeta a rara esperança de um dia se alimentar melhor.

TROCARIA TUDO POR UM AMIGO(A)

Amigos ou amigas não existem. O que todos nós temos são colegas, amizades. Se você ficar ausente algum tempo, nem telefonema receberá, pode crer. Se a amizade for um pouco mais íntima, esse tempo vai um pouco além, mas acaba rapidinho. Se aparecer dinheiro entre dois colegas então é inimizade na certa. Sabe como encarar essa realidade ? É só saber que a vida é assim. Se você souber que a vida e o relacionamento entre pessoas é assim, não sofrerá no rompimento por uma coisa que sabia que poderia acontecer.

NÃO HÁ NADA DE NOVO SOB O SOL

Acabo de assistir uma maratona de 8 DVD´s sobre a história de ROMA. O que me levou a essas longas horas diante do vídeo foi um comentário de um historiador que achou a série filmada uma das mais fiés. Sempre fui curioso sobre o que se passou no período romano de mais de 2000 anos atrás. Para quem acha que corrupção, traição, prostituição, incesto, intrigas, roubos, assassinatos, etc, é coisa de agora, deve assistir ROMA. O homem, genericamente falando, quando chega ao poder fica louco, insensível, violento, sem honra, ética, vergonha, etc, etc. Uma das poucas coisas que avançou para melhor daquele período para nosso foi a expansão do conhecimento em algumas áreas científicas, o homem continua o mesmo. Isto até parece proposital, pois tenho a impressão que de vez em quando precisamos de um ditador louco para causar guerras e diminuir a explosão demográfica matando muita gente. Se não houvesse duas guerras mundiais, quantas almas teria a terra hoje, dá para saber ? Credo, que tema que escolhi, não ?

19 julho 2007

AVIÕES E AFINS


Desde há muito tempo nutro uma paixão por aviões. Sempre achei e continuo achando que é o meio de transporte mais rápido e mais seguro que existe. São mais de um milhão de decolagens e aterrisagem por dia no mundo todo, entretanto, os acidentes com vítimas são raros, via de regra por falha humana. Façam uma comparação. Quantas pessoas morreram em acidentes nas rodovias no último feriado de carnaval, ou outro feriado prolongado qualquer. Você vai se surpreender. No mundo todo morre mais pessoas nas rodovias do que em acidentes com aviões. Agora, decolar ou aterrisr em Congonhas é outra história. É adrenalina pura. Lembro-me de algumas vezes que eu ficava olhando pela janela do avião na cabeceira da pista. Sobe o giro dos motores e lá vamos nós grudados na poltrona pela força do empuxo. O prédio ao lado passa rápido; em segundos o barulho do pneu em contato com a pista some; começa a aparecer os telhados dos prédios. No horizonte a cidade parece não ter limites e os passageiros estão numa posição de mais ou menos 45º!!! Corre um friozinho na barriga, com certeza. Toda vez que vou na casa da minha irmã Maria em Sampa, chego até a sacada da casa dela ali no Bairro Jabaquara e fico apreciando o intenso tráfego aéreo do Aeroporto de Congonhas. Se estou com minha máquina fotográfica, tiro algumas fotos como esta que estou publicando aqui. O avião da foto está numa altura aproximada de 200/250 metros e a torre mede no máximo 60 metros. O efeito que a foto trouxe é uma ilusão de ótica, pois ela está mais próxima do fotógrafo. Sobre o recente acidente do avião Airbus da TAM podem anotar, foi uma sucessão de erros, esperemos para saber o que está registrado na caixa preta.

15 julho 2007

VI NUM DOMINGO E FOTOGRAFEI




Domingo de clima extremamente seco saí para fotografar qualquer coisa interessante que visse pelo caminho. Vi a velha Estação Ferroviária construida em 1921, toda destruída e abandonada. Vi o trem passando ao lado dessa obra histórica do nosso passado. Vi o caminhão levantando poeira no meio do canavial. Vi também a usina que fabrica açúcar e álcool. Registrei tudo, um dia quem sabe servirá para alguma coisa.

DIRETO DO MOVIMENTO DOS SEM TERRA





Na verdade agora eles são os COM TERRA, porque já tomaram posse de lotes legalizados pelo governo. Fotografei apenas crianças do assentamento e um simpático vovô, que estava feliz na festa junina.

NOVAS REUNIÕES DO OP




Fui para mais uma rodada da reunião do Orçamento Participativo. Desta vez estava em votação o pedido da comunidade periférica para que a Prefeitura instalasse no bairro um Portal do Saber, já existente em vários bairros. O Portal do Saber é o local onde se localiza vários computadores ligados à rede mundial (internet) onde os cidadãos de todas as idades fazem uso dessa moderna tecnologia. Valia até conversa no pé do ouvido. Gente simples mas sábia.

30 junho 2007

O FIM DO MUNDO


O garotinho não conseguiu dormir à noite. Teve vários pesadelos com o fim do mundo. Naquele mês de julho o boato de que o mundo iria acabar era muito forte. Na cabeça do menino era um terror. Haveria, diziam, um primeiro sinal, depois a catástrofe. Levantou-se e foi até o portão ver quem o chamava. Em frente à sua casa vários amigos da escola, todos munidos de vara de pescar e iscas para peixe. Porque não?, pensou, afinal serviria para distrair. Rapidamente apanhou uma vara de pescar e um pouco de miolo de pão, ganhando a rua sob os impropérios da irmã mais velha que estava encarregada de pageá-lo. Venceram aproximadamente três quilômetros até o local da pesca. Quando o menino se preparava para atirar a isca na água, olhou para o céu e viu um minúsculo objeto brilhante e atrás dele um enorme risco que ia crescendo. O menino ficou gelado. ERA O SINAL DO FIM DO MUNDO. Deixou tudo na margem do rio e passou a correr alucinadamente. Na sua cabeça apenas um desejo. Queria estar ao lado da irmã quando o mundo acabasse. Venceu a distância em poucos minutos. Encontrou a irmã varrendo o quintal. Não conseguia falar nada, tamanho o cansaço. Quando conseguiu, apenas disse apontando para o céu "o sinal do fim do mundo". A irmã viu o rastro de fumaça se desfazendo no céu. Ela abaixou a cabeça, esfregou as mãos e disse "vai brincar, não é nada". O menino se afastou e ela ficou ali, cabixbaixa, pensando o que fazer do pouco de vida que ainda restava.

ORÇAMENTO PARTICIPATIVO




Desde o ano de 2001 a cidade de Araraquara pauta seu orçamento segundo os desejos dos cidadãos que escolhem o que querem para o bairro onde vivem. Esse metodo é conhecido como Orçamento Participativo. Reúnem-se, votam e a Prefeitura faz. No primeiro ano as pessoas viam com suspeitas, como se fosse mais uma novidade passageira. Passados quase sete anos, as reuniões são sempre congestionadas de gente. Há discussões ásperas, votações e no fim tudo termina em paz. As demandas começam a escassear. Postos de saúde foram construídos, asfalto foram feitos, canalização, escolas, creches, etc. Nesta última reunião que fotografei, as pessoas ouviram o Prefeito explicando, os cidadãos defendendo seus desejos e as demais pessoas prestando muita atenção. No final venceu a proposta de asfaltar algumas ruas num bairro distante do centro. Curtam as fotos.

18 junho 2007

ESTAMOS VIVENDO UM PORRE DE ATIVIDADES CULTURAIS



Mal terminou a Virada Cultural Paulista, começou aqui em Araraquara a XIX Semana Luiz Antônio Martinez Corrêa. Teatro, Música, Contação de História, cinema, etc. Um porre cultural, só não participa quem não quer. Tem show para todos os gostos e em todos horários, inclusive à meia noite com a já consagrada sessão maldita. Nas fotos a Marcela e o Luciano na peça “Apaga a Luz e faz de Conta que Estamos Bêbados” – Grupo Olhos D’arte, no Teatro Municipal.

17 junho 2007

ESTÓRIAS DO JOAQUIM, MEU PAI

Era tarde de domingo numa estação de outono. Dia claro e seco. Sol forte. Os moços descansavam sob a mangueira após a partida de futebol. O patrão fazendeiro, como sempre fazia, estava ali para assistir a partida. Na estrada de terra batida ao longe vinha aproximando a figura de um homem. Ao chegar bem perto percebeu-se tratar de um homem negro, aproximadamente 40 anos, roupa batida, chapéu largo na cabeça, barba de semanas, sapatões velhos nos pés e um pacote grande sob o braço esquerdo. Aproximou-se do primeiro moço e perguntou pelo patrão. Com a resposta foi até um senhor de cabelos grisalhos, bigodes largos, sentado junto com outras pessoas. Cumprimentou-o e foi direto ao assunto. Queria trabalhar na fazenda. Naquela época todos que trabalhavam na fazenda moravam ali, inclusive o fazendeiro. O fazendeiro coçou acabeça, pensou um pouco e disse que não havia casa para ele morar. O homem não se abalou com a resposta. Propôs construir sua casa com madeira que ele cortaria. O fazendeiro pensou mais um pouco e propôs um trato. O homem deveria construir a casa com o tipo de madeira que ele indicasse e, após a casa pronta, era proibido substituir madeira ou reformar o imóvel. Assim que a casa caísse ele deveria deixar a fazenda. Uma vez aceito o trato, quando o fazendeiro falou que tipo de madeira era para utilizar na construção, o negro olhou para o céu, procurou a lua e prometeu voltar dentro de alguns dias para começar o trabalho. Todos sabiam que aquele tipo de madeira indicado pelo fazendeiro era muito frágil e apodrecia rapidamente. Todos ali tinham certeza que a casa não passaria de um ano em pé. Depois de alguns dias o homem negro voltou e passou a trabalhar de sol a sol. Menos de um mês a casa estava de pé e pronta para receber o morador. O homem negro só saiu dali depois de 10 anos porque arrumou outro lugar para se acomodar. Deixou a casa ainda em boas condições para receber outros moradores. O segredo estava na lua.

POESIA

A poesia está guardada nas palavras - é tudo que eu sei.
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realidade.
Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as
insignificâncias (do mundo e as nossas).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado e chorei.
Sou fraco para elogios.

MANOEL DE BARROS

Tratado geral das grandezas do ínfimo

10 junho 2007

A VELHA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA





Ela é do século XIX. O prédio desde então não sofreu nenhuma modificação. Com a falência das ferrovias deste sofrido país, esta Estação começa a dar sinais de abandono e deterioração. O relógio há muito tempo não marca as horas. A placa abaixo do relório marca os quilômetros (253,8 km) que separam Araraquara da Capital e a altitude (646 m) da cidade em relação ao nível do mar. Só espero que alguém com poder acorde para o risco que corre este lindo prédio.

O MUSEU E SEUS DETALHES




Este prédio é muito antigo. Já serviu como Delegacia, Câmara Municipal e agora é o Museu. Fotografei em detalhes para fugir da mesmice de tantas outras fotos do Museu que existem.

HISTÓRIAS EM CONSTRUÇÃO




Todas as cidades com mais de cem anos possuem casas históricas. Isto é, até não aparecer um idiota com o discurso de modernismo e pôr abaixo um imóvel que conta parte da história de uma cidade. Neste domingo passeando com minha câmera pelo centro da cidade de Araraquara onde moro, visitei a velha casa que um dia foi o Conservatório Musical do famoso Maestro Tescari. A casa foi tombada pelo Patrimônio Histórico, mas está ruindo, e não há uma santa alma que apareça para salvá-la.

07 junho 2007

AGORA ELE VOA


Saindo da construção onde trabalhava, o garoto parava na porta da Escola de Dança (de música clássica e contenporânea) e ficava olhando. Como esta atitude vinha se repetindo, a Diretora da escola resolveu perguntar se ele sabia dançar aquelas músicas que estavam tocando. Não, não sabia, mas disse entusiamado que gostaria de aprender. Ela então pediu a ele para trazer um short para participar das aulas. Não precisaria pagar pelas aulas. Foi assim que começou. Hoje mal consegui focá-lo no palco do Teatro Municipal da cidade quando voava ao som da música.

Na foto o aluno e a professora que acreditou nele, ambos numa apresentação no palco do Teatro Municipal de Araraquara.

27 maio 2007

MUITO PRAZER, EU SOU A LENTE DE 300 mm




Finalmente consegui comprar uma lente Canon de 300 mm (75-300mm(. É esta aí da foto. Assim que recebi o aviso do correio fui buscá-la, sem esquecer de levar a máquina comigo (parece criança, não?). Peguei a lente e volteir para o carro. Abri a embalagem e lá estava ela !! Encaxei-a na máquina e voltei para o trabalho. No caminho da volta, ao passar por uma praça lá estava a primeira vítima, quero dizer, minha primeira oportunidade de testá-la. Um homem sentado num banco da praça ao sol, dormindo. Estava muito frio neste dia. Para ampliar clique sobre a foto. Os testes com o novo brinquedo continua nas fotos que se seguem abaixo. Uau, que alegria.

TESTES COM A LENTE CANON DE 300mm


Marco que sinaliza o Centro Geográfico do Estado de São Paulo.


O Picapau do peito amarelo não gostou de ser fotografado, mas mesmo irritado não arredou os pés, ops, as asas.



A acidez cítrica ao alcance da mão num dia frio e chuvoso.

A Romã pode ser uma fruta sem graça, mas convenhamos ela ficou bem na foto, não ?